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8 de jan de 2009

A FESTA DE SANTOS REIS

A Festa
de Santos Reis
*Juarez Chagas
Para os que ouviram neste feriado de Dia Reis, apenas como jingle comemorativo, a alegre música “A Festa de Santos Reis” com o vozeirão de um jovem cantor na época, já conhecido e famoso com seu segundo LP (a música é de 1971), senão não acompanhou a trajetória musical de um dos nossos mais importantes cantores e compositores, ele é simplesmente Tim Maia (1942-1998).

A Festa de Santos Reis é uma antiga tradição advinda do século IV, quando a Igreja nomeou os magos como reis e santos. É uma festa tradicional portuguesa, que chegou ao Brasil em meados do século XVIII, tendo em Portugal um caráter mais popular, já no Brasil assumiu aspecto mais religioso. As imagens dos Reis Magos do Santuário Arquidiocesano chegaram de Portugal por volta de 1755, porém a primeira festa de Santos Reis foi celebrada dentro do Forte, no dia 06 de janeiro de 1599, para simbolizar encontro dos Reis Magos com o menino Jesus recém-nascido, para o qual entregaram seus presentes. Portanto, a tradição de troca de presentes entre as pessoas no Natal, é uma tradição milenar.

Acredito que, o que levou Tim Maia a compor e gravar A Festa de Santos Reis tenha sido o caráter alegre e popular desta folia desenvolvida no Brasil com características próprias, com manifestação de rara beleza e preciosos versos, cantados e acompanhados por viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos. Além do mais, em seu primeiro LP (1970) o cantor homenageou o Nordeste com outras músicas como Coroné Antonio Bento, por exemplo.

Fruto de uma geração contestadora e em busca de conquistas e afirmações, Sebastião Rodrigues Maia, penúltimo filho duma família de 19 irmãos, iniciou suas primeiras composições ainda criança e começou na música tocando bateria, porém logo mudou para o violão e, em 1957, fundou no RJ, bairro da Tijuca, o grupo de rock Os Sputniks (1957), do qual participaram Roberto e Erasmo Carlos. Em seguida foi para os Estados Unidos, onde integrou uma banda local e incorporou o soul music ao seu estilo musical. Aliás, contam alguns defensores que o Erasmo é que teria fundado o conjunto, mas não parece ser essa a verdade. Na realidade, com esse feito, Tim Maia praticamente lançou Roberto Carlos no mundo do Rock, suporte indispensável para a futura Jovem Guarda, que marcaria os anos 60 ou os Anos Dourados no cenário comportamental e musical da juventude brasileira.

Na verdade, mesmo tendo tido, posteriormente, algumas desavenças com RC, Tim foi uma peça fundamental em sua carreira, tendo sido inclusive baterista do primeiro conjunto do Roberto, o RC7 e também compositor de alguns de seus sucessos, como, por exemplo, Não Vou Ficar, gravada também por famosas bandas e cantores nacionais.

Em homenagem às festividades de Santos Reis, tendo no Brasil, Natal como sua principal representante e, para os que não conhecem, assim como para os que queiram relembrar, segue a letra de A Festa do Santo Reis:

Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa de Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquisito
Mas é o dia da festa de Santo Reis...
Eles chegam tocando
Sanfona e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes...
É os bodes da gente
É os bodes, mééé
É os bodes da gente
É os bodes, mééé...

Hoje é o dia de Santo
ReisHoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis, hié! hié!

Agora, parece que depois do Natal, Ano Novo e Festa de Santos Reis, Natal voltará ao seu ritmo normal...quer dizer, depois do Carnaval!

Professor do Centro de Biociência da UFRN(Juarez@cb.ufrn.br)

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo!
*Juarez Chagas


No artigo de hoje não vou falar muito além do que diz a música que todo final de ano se despede do Ano Velho e anuncia o Ano Novo, tão conhecida por todos.

“Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo
Que tudo se realize
No Ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender...”

Na verdade, neste início de Ano Novo, não escrevo apenas um artigo, porém uma justa mensagem de confraternização a todos aos nossos leitores e nossas leitoras, tanto do Jornal de Hoje, quanto do meu blog. Desejo, portanto, votos especiais a todos e todas, almejando muita paz, saúde, sucesso e boas leituras em 2009. Que as pessoas e, consequentemente o mundo, sejam mais justos, mais saudáveis (em todos os sentidos) e mais felizes. E, que possamos acreditar em nós mesmos, no lado bom de nossa condição e natureza humanas, na nossa capacidade, criatividade e não apenas esperarmos que nos digam que somos capazes para sabermos que somos, mas que possam nos dizer quando realmente já tivermos sido e demonstrado isto a nós mesmo.

Sobre essa questão da capacidade e criatividades humanas, lembrei-me de uma lenda, a qual gostaria de transcrever como uma reflexão para o Novo Ano que já segue no início de seu primeiro mês:

“Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente, o gelo quebrou e uma das crianças caiu na água.

A outra criança, vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino. “Como você fez isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!” Nesse instante apareceu um ancião e disse: “Eu sei como ele conseguiu”.

Todos perguntaram: “Como?” O ancião respondeu: “Não havia ninguém para lhe dizer que ele não conseguiria!”

Isso nos mostra que devemos sempre acreditar que somos capazes e que nunca sabemos antes de tentarmos. Felizes os que sonham, pois não há realizações sem sonhos. Feliz 2009! Que tenhamos um Ano mais justo e mais Feliz para toda a humanidade e que tudo (de bom) se realize, como diz o refrão da música.

Professor do Centro de Biociência da UFRN(Juarez@cb.ufrn.br)